
Você já percebeu que, durante uma caminhada, sua mente estava tão ocupada que nem conseguiu prestar atenção ao caminho?
Ou que, enquanto conversava com alguém, já estava pensando no que precisava fazer depois?
Isso acontece porque nossa atenção nem sempre acompanha aquilo que estamos fazendo.
Em períodos de ansiedade, podemos passar muito tempo antecipando acontecimentos, tentando prever problemas ou imaginando diferentes possibilidades.
Mas nem tudo precisa ser resolvido antecipadamente.
O mindfulness, também conhecido como atenção plena, é uma prática que nos convida a observar o momento presente com mais consciência e menos julgamento.
Não significa deixar a mente vazia ou impedir pensamentos de aparecerem. Significa perceber quando nossa atenção se afasta do presente e, gentilmente, direcioná-la de volta.
Um pequeno exercício para experimentar
Na próxima vez em que estiver tomando um café, caminhando ou realizando uma atividade simples:
1. Observe três coisas que consegue enxergar ao seu redor.
2. Perceba dois sons presentes no ambiente.
3. Preste atenção a uma sensação física, como o contato dos pés com o chão.
Se sua mente começar a pensar em outras coisas, tudo bem. Apenas perceba e volte sua atenção para o que estava observando.
Esse exercício não elimina a ansiedade, mas pode ajudar a desenvolver a habilidade de perceber melhor onde sua atenção está.
A atenção plena também não precisa ser confortável para todas as pessoas. Se observar as sensações internas aumentar seu desconforto, você pode interromper a prática.
Estar presente não significa esquecer o futuro. Significa lembrar que a vida também está acontecendo agora.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a orientação, avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissionais de saúde.
Se você ou alguém que conhece estiver passando por uma crise emocional, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, gratuitamente, 24 horas por dia, ou acesse www.cvv.org.br.
Em situações de emergência ou risco imediato à vida, ligue para o SAMU, pelo telefone 192, ou procure um serviço de emergência.
Síndrome do impostor: estou me sabotando?
Você já alcançou conquistas importantes, mas ainda sente que não é suficiente? Tem medo de ser “descoberto(a)” a qualquer momento, como se estivesse enganando todo mundo? Essa sensação tem nome: síndrome do impostor. Ela aparece quando...
Não precisa estar tudo desmoronando para começar terapia
Existe a ideia de que a terapia é só para quem está “no fundo do poço”, como se fosse um último recurso. Mas a verdade é que a terapia pode (e deve) ser um espaço de cuidado mesmo quando tudo parece “sob...